terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cesta Básica de Livros

CESTA BÁSICA DE LITERATURA

USBE (União São-Bentense de Escritores), de utilidade pública e sem fins lucrativos que tem o objetivo de reunir escritores, filósofos, interessados em geral, a divulgar debater sobre literatura.

A rifa de uma cesta de livros foi uma idéia que surgiu em uma de nossas reuniões para ajudar no caixa da entidade. Quando a nova diretoriada USBE foi eleita, traçamos algumas metas, e precisávamos de verba para realizá-las. Entre elas estão o Sarau de Poesias com a homenagem a Mário Quintana, já realizado em agosto no Shopping Zipperer, e a participação em futuras Feiras do Livro. Nossa estande na feira será bem valorizada para expormos os trabalhos dos escritores de nossa cidade.

Além desses projetos, há vários outros planos e idéias que precisam de mais do que apenas dedicação e boa vontade, mas também recursos e organização:
  • Divulgar a USBE na cidade e região, e com isso conhecer e convidar novos talentos a participar do nosso ativismo cultural.
  • Publicar livros, coletâneas, periódicos, de escritores São-Bentenses.
  • Organizar outros eventos, encontros, palestras, cursos, para os escritores, interessados e para a população.
  • Dar a oportunidade aos novos escritores para expor e publicar seus trabalhos.
  • Divulgar a literatura e os escritores São-Bentenses.
  • O mais importante, despertar o gosto pela literatura nas pessoas.
O nome “Cesta Básica de Livros” surgiu da idéia de que não só o corpo precisa de alimento, mas também a mente precisa de idéias, informação e cultura, e a alma precisa de ideais, emoções e sentimentos. Inicialmente, queríamos adicionar um livro em cestas básicas comuns distribuídas por alguma empresa para seus empregados por exemplo. Daí o nome “Cesta Básica de Literatura”. A idéia da rifa veio após.
A cesta contém livros de diversos gêneros literários como poesias, história, arquitetura, romance, infantil, crônica, entre outros. Também há clássicos de autores brasileiros.

A cesta está exposta na Biblioteca Pública Municipal Luiz de Vasconcellos, na Travessa José Zipperer, 100, centro.

O sorteio ocorrerá no dias 8 ou 9 de dezembro (a confirmar uma destas datas e o horário), durante um evento musical no saguão do Shopping Zipperer.

Acima, duas fotos da cesta e a lista dos livros.

Que isto não seja apenas uma rifa, uma festa, um evento, mas que seja um presente. Que esse presente seja um convite para entrar com todos os sentidos no mundo da literatura.

Fotos: Ariel Becker - Folha do Norte

domingo, 7 de setembro de 2008

Aparecido Vasconcelos

Aparecido Vasconcelos trabalha atualmente na escola Newton Mendes, no bairro 25 de Julho, como professor de artes.

Nascido em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, morou vários anos em Curitiba onde se formou em filosofia e artes plásticas (licenciatura). Mora em São Bento do Sul desde 2007.

Polivalente, é desenhista, escritor infantil, contador de histórias e cordéis, faz aulas de teatro, violão e canto. Tem paixão em utilizar essas experiências no ensino.

APARECIDO VASCONCELOS

O POETA

O POETA PENSA EM PALAVRAS
É UM PROFETA DOS PENSAMENTOS
QUANDO PEDE PRAS AS PESSOAS
PERDEREM O PAVOR DE CRIAR POESIAS
CRIAR POESIAS É COMO VER UM FILHO CRESCER
PASSA A PASSO
AS PALAVRAS TOMAM ESPAÇO
AS CRIANÇAS PULAM
AS PALAVRAS PROMOVEM
O TEMPO PASSA
O FILHO CRESCE
A POESIA PERMANECE
NO PEITO DAS PESSOAS
QUE AMAM AS PALVRAS
COMO UM PRESENTE DO POETA.

O LIVRO:

O LIVRO É VIDA
UMA FUGA DA DOR
UMA SAÍA
FEITA COM AMOR

NAS PÁGINAS DO LIVRO
O AMOR APARECE
QUEM LÊ FICA VIVO
DEUS GOSTA E AGRADECE

LEIA UM LIVRO
CONTE UMA HISTÓRIA
DEIXE O AMOR VIVO
NA TUA MEMÓRIA

NO LAR DE LETÍCIA
O LIVRO É VIDA
O LIVRO HUMANIZA
COM A VIDA DIVERTIDA

LETÍCIA LEU
UM LIVRO COM AMOR
O AMOR CRESCEU
ACABOU COM A DOR

LEVE A VIDA LEVE
LEIA UM LIVRO
QUE ESQUENTA ATÉ NEVE
O LIVRO É QUENTE E VIVO.

domingo, 10 de agosto de 2008

Sarau de poesias


Realizamos neste sábado dia 09 de agosto de 2008 às 19:00 no pátio do Shopping Zipperer, São Bento do Sul, o primeiro Sarau de Poesias da nova diretoria da União São-Bentense de Escritores, juntamente com o Lançamento do livro de poesia e prosa "Além do meu Olhar" de Elisete Tondello, (um dos primeiros projetos aprovados pela nova lei municipal de incentivo à cultura), e o lançamento do jornal poético "Textemunho", com a edição do jornalista Elvis Zoleiko, do jornal Evolução.

O evento teve apoio de várias pessoas e entidades onde podemos destacar: Shopping Zipperer, União São-Bentense de Escritores, Jornal Evolução, Jornal A Gazeta, Fundação Municipal de Cultura, Grupo de Pesquisa Teatral Panacéia, Rainer Mafra, Ivana Lampe, Cristiane Costa e o Café.com Cafeteria, Alles Mídia. Gostaríamos de demonstrar nossa mais sincera gratidão.

Sobre o evento, parecia uma grande festa cheia de convidados e de clientes do shopping que vieram sem saber acontececeria algo assim.

No palco, o grande músico Rainer Mafra e a cantora Ivana Lampe numa maravilhosa versão de Água Viva. O músico também acompanhou as apresentações de poesias e declamações feitas pelos integrandes do grupo Panacéia, dirigido por Robson Rodrigues.

Fizeram performances a partir de textos do livro de Elisete, que ficou bastante surpresa e grata pela maravilhosa homenagem, e também com poesias do homenageado do Sarau o grande poeta gaúcho Mário Quintana, que estaria completando na data 101 anos se estivesse vivo.

O jornal de poesias Textemunho foi outro grande destaque da noite, com o desenho de capa feito por Herberto João John, aluno da Apae de São Bento do Sul, a partir da poesia "fragmento" de Carlos Drummond de Andrade.

O público e os colunistas presentes assistiram à performance "jornaleiro", onde o ator e diretor Robson Rodrigues distribuiu os jornais para a platéia incitando-os a lerem mais poesias.

A escritora Elisete, com familiares e convidados fez uma homenagem ao seu pai e convidou todos a participar do cocktail de lançamento do seu livro, ao som de um blues de Rainer Mafra com a gaita de Clayton de Oliveira.

Primeira foto, colaboradores (a maioria integrantes da USBE) do Textemunho. Por Pamela Machado.
www.chromafotografia.com.br

Segunda foto, performance do grupo Panacéia a partir do conto "Aulas de Matemática", do livro "Além do meu Olhar" de Elisete Tondello. No fundo o varal de poesias de escritores da nossa cidade. Foto minha.

Mais fotos, também no endereço:
http://www.flickr.com/photos/stephaniegertler
Da Stephanie.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Roberta Linzmeier

Suspeito a falar...

Temo a ingenuidade
E a genialidade

Criou-se o medo

- Por que temo o que me consome, se sinônimo de paz é a morte?

Erros e culpas crucificadas
As formas de viver e de apagar
E de pagar

Tudo me cansa
É conflitante viver

Mas a sua parte é estar aqui
As vezes inútil
prospero e normal.


Vivo enterrando sonhos
Morrendo e matanto
Acabando

A vida foge

A esperança

Os corações podres que dominam o mundo,
Esnobes que ganham o dia sorrindo,
Disfarçando a inveja

Tudo me enoja.

Mentes de contrastes
E sem respeito
A ignorância e arrogância predominam
Esquece-se do ser humano

O egoísmo lhe torna sempre correto

Acabou
Tudo que é tão importante
é tão insignificante.

Minha busca já cansou aqui
Se nada importa ou faz diferença

Se quem vence é o mais ignorante
Incapaz de ver sua insignificância.

Enterro minha mente
Insulto o saber
Perdôo minha ignorância
Esqueço

Aceito a burrice com orgulho
Desprezo tudo e com a certeza da humildade
O caminho correto é aquele que todos buscam
E que ninguém sabe
E a vida se torna inútil
Resumida em simples palavras de um texto
Sem poder sentir, ouvir, olhar para trás
Agora somente ler e folhear vidas

Esqueçam tudo
O que importa já passou.
A vida se restou.

De Roberta Linzmeier

Hoje, por mais um hoje!
Por mais um final de hoje.

E o amanhã já esperamos ser hoje!
Por quanto tempo?
Só por hoje

Vida começa e termina
Hoje hoje hoje e nada
E tudo
E Hoje

Se faz hoje pelo amanhã
E se espera do amanhã
O ontem resolvido
E já foi
Ontem também
E o futuro é hoje
E hoje é que será amanhã

Amanhã direi hoje
E hoje será para sempre
Todas as horas serão imaturas
Constantes...
Imprevisíveis...
E incapazes de serem refeitas

Viver e morrer a cada dia.

Padawan

REMMINGTON 66

O único som que se ouvia era o das batidas frenéticas na Remmington em cima da escrivania, velha e comida pelos cupins, na cadeira um homem de meia idade, terminava seu livro. Acho que o nome dele era L., só "ele" mesmo, "ele e um ponto". Num quarto sujo e com cheiro de tabaco, uma cama quebrada com um colchão de molas e lençóis puídos, uma caixa de papelão no canto cheia de chepas, uma mancha de vinho num pedaço de carpe... Uma mosca servia de jantar para uma aranha em sua teia no canto do quarto, que dá acesso a um banheiro sem porta, com um vaso imundo e uma pia encardida, em baixo da cama um rato, na verdade acho que era um camundongo, roia um pedaço de pão seco caído ali há dias, era apenas um quarto... Um quarto podre, de um hotel podre, de uma cidade podre, de um país podre, de um mundo que é uma privada cheia de merda, quando tudo para... O homem levanta-se acende um cigarro, e enche um copo de conhaque e toma de uma só vez, enche o copo novamente e agora toma acompanhando o ritmo do cigarro, passa os olhos sobre as linhas que acabara de datilografar, abre um sorriso evasivo, enrola os papéis e sai com um passo apressado e firme, deixando a porta escancarada, passa pelo quarto do começo do corredor, numa distração suficiente para não perceber que o casal de gays que mora ali estava transando, desse as escadas de dois em dois degraus, passa pelo saguão sem dizer uma única palavra para os que estavam ali, sai do hotel e anda 50 metros para oeste, quando precisa atravessar a rua mas é interrompido no meio do caminho por cinco rapazes alcoolizados em um carro desgovernado em alta velocidade, que fogem da cena deixando aquele homem de idade acabada, com a cara colada no asfalto e os papéis manchados de sangue e a velha Remmington empoeirando sobre a escrivania do quarto.

"QUANDO VOCÊ DEIXA SUA MÁQUINA DE ESCREVER, VOCÊ DEIXA SUA METRALHADORA, E OS RATOS SURGEM AOS BORBOTÕES"


Padawan 01/03/2007